CHINA e suas descobertas e contradições

PROVÍNCIA DE HUNAN

PONTE DE VIDRO

O Parque Nacional, na verdade, possui três outras passarelas de vidro.

Esta com 430 metros de comprimento, erguida a 260 metros do chão.

Aberta ao público em 20 de agosto de 2016, tem 6 metros de largura e abrange o canyon entre dois penhascos.

Foi projetada para comportar 800 visitantes de uma só vez.

O arquiteto israelense Haim Dotan foi quem projetou a obra.

Para construí-la, os engenheiros erigiram quatro pilares nas bordas da parede do canyon, que serviram de suporte.

Sua estrutura é de aço, com mais de 120 painéis de vidro.

Cada painel possui três camadas e uma espessura de duas polegadas (5,08 cm).

Existem três balanços longos ligados à parte de baixo da ponte.

Também há um aparato para fazer um bungee-jump de 870 pés (cerca de 265 metros), o qual é considerado o mais alto do mundo.

PARQUE NACIONAL DE ZHANGJIAJIE

Essa é a terra de Avatar.

O sucesso do filme AVATAR, de James Cameron fez com que os 397,5 quilômetros quadrados do parque, onde se originam as montanhas flutuantes do filme, tenham se convertido na principal atração da província de Hunan, no Parque Nacional de Zhangjiajie, no centro da China.

Não em vão as espetaculares paisagens que aguardam em cada esquina do parque, com covas profundas e grandes cachoeiras, são também protagonistas de antigos murais de tinta chinesa e uma grande recompensa para aqueles que decidem lutar por um lugar nos ônibus que percorrem o parque.

Atrações não faltam. Agora este elevador é a principal atração irá nos levar ao mundo do AVATAR.

Mais uma prova da capacidade chinesa de erguer obras faraônicas em meio à natureza é o Elevador Bailong (traduzido literalmente para Elevador dos Cem Dragões), nada menos que o maior elevador panorâmico do mundo.

A estrutura fica na lateral de um penhasco e chega a 326 metros de altura, oferecendo uma belíssima vista panorâmica para os visitantes.

Elevador externo mais alto do mundo, a sua construção foi cercada de controvérsias a respeito dos impactos ambientais da obra.

O elevador proporciona uma vista da área cênica de Yuanjiajie, situada ao norte do parque, e na mesma altura da plataforma de observação estão as montanhas flutuantes e seus picos.

Montanhas Tianzi
O visual das Montanhas Tianzi é espetacular. Não há como descrever. Veja o vídeo abaixo para ter uma ideia.

Posted by Elias Zorzi on Friday, May 25, 2018

 

As Montanhas Tianzi estão localiza das em Zhangjiajie, perto do Vale Suoxi.

Localizadas no noroeste da área cênica de Wulingyuan, as montanhas Tianzi fazem um ‘triângulo dourado’ junto com o Zhangjiajie Forest Park e o Vale Suoxi.

O relevo ondula por 40 km e abrange uma área de 5.400 hectares.

O pico principal de Tianzi tem 1.262,5 metros acima do nível do mar.

Graças ao advento do teleférico, pode-se admirar a paisagem de conto de fadas com o mínimo esforço.

Além disto, há cerca de 100 plataformas de observação naturais.

PROVÍNCIA DE SICHUAN

CIDADE DE LESHAN

Grande Buda de Leshan

A 71 metros de altura, o Grande Buda de Leshan detém os recordes de mais alta escultura de Buda de pedra e uma das esculturas mais altas do mundo inteiro. A construção do Buda esculpido na montanha começou em 713, quando o monge budista Hai Tong decidiu esculpir a estátua como uma forma de ganhar a proteção divina para os pescadores locais que estavam sendo mortos a cada ano por violentas correntes fluviais. Noventa anos de trabalho foram necessários para concluir o Grande Buda, mas as correntes persistiram.

Para ter uma ideia, a largura dos ombros é de 28 metros, enquanto que as orelhas têm sete metros de comprimento cada uma. Há deques de observação nos pés da estátua e também na altura da cabeça do Buda. Ligando uma parte à outra, existe uma escada que percorre todo o íngreme rochedo.

O visual do Buda gigante à beira da água do largo rio é impressionante e de tirar o fôlego. Tanto que o monumento tornou-se Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, juntamente com a área do Monte Emei, também em Leshan. No topo desse monte, foi construído há dois mil anos o primeiro templo budista da China, chamado hoje de Huazang.

Após visitarmos o Grande Buda de Leshan com barco, retornamos para uma maravilhosa caminhada.

Estivemos na parte superior da grande escultura para visitar o templo das nuvens.

Um grande complexo com inúmeras magens de Buda.

É só agradecer!!!

CIDADE DE CHENGDU

Cercada por montanhas, bem plana e com ruas dispostas em padrões circulares, Chendgu tem como centro a Praça Tianfu. Por ali, já é possível encontrar lojas e pontos turísticos, além de estações de metrô.

As atrações imperdíveis são dois bairros restaurados para lembrar como era a cidade antigamente: Jin Li e Kuan Xiangzi.

O visual é o mais tradicional chinês possível: lanternas chinesas estendidas em filas, arquitetura típica de épocas passadas, templos e muito mais.

Centro para a Investigação e a Reprodução do Panda Gigante

 

Posted by Elias Zorzi on Sunday, May 27, 2018

A cerca de 10 km do centro da cidade, o centro ocupa uma área de 600 000 m².

Posted by Elias Zorzi on Sunday, May 27, 2018

Inaugurado em 1993, imita o habitat natural dos pandas para que os animais se sintam o mais cômodo possível e facilitar assim sua reprodução.

Acolhe 21 pandas gigantes, 20 pandas vermelhos (na foto à direita) e outros animais em perigo de extinção.

Este centro é o único de seu tipo no mundo situado em uma área metropolitana.

Com a finalidade de proteger melhor os pandas gigantes selvagens, Chengdu estabeleceu reservas naturais em suas localidades.

A Reserva Natural Nacional Wolong é a maior de seu tipo no mundo e está somente a 130 km de Chengdu.

Como Tesouro Nacional da China, o panda gigante é um dos animais mais raros do mundo.

O número total é estimado em 1500, incluindo os que vivem em estado selvagem, 80% dos quais se encontram na província de Sichuan.

Em 11 de janeiro de 2012, seis pandas criados em cativeiro foram liberados em um meio ambiente “semi-selvagem” de Chengdu.

Os cientistas creem que o êxito no projeto de reintrodução ajudará a salvar o panda gigante do perigo de extinção.

Rua de Kuanzhaixiangzi

A famosa rua de Kuanzhaixiangzi (na foto à direita).

Neste local residiam os soldados do imperador.

Uma vila militar que foi transformada em uma importante atração turística de Chengdu.

 

Rua Jinli

Está registrado que tão antiga quanto a dinastia Qin (221 a.C.-206 a.C.), a rua Jinli foi o mais famoso lugar para o baldaquim – uma roupa muito rica e ornamentada. E foi também uma das mais movimentadas zonas comerciais durante o reino Shu (221-263).

Consequentemente, é conhecida como a “primeira rua do reino Shu”.

A fim de recuperar sua antiga prosperidade, a rua foi restaurada com contribuições do Templo de Wuhou e aberta ao público em outubro de 2004.

Lá pode-se desfrutar dos sabores mágicos que Sichuan proporciona através de seu excelente mercado gastronômico. Muito semelhante às de outras regiões da China, na rua Jinli as paradas de comida se sucedem, oferecendo ao comensal excelentes variedades de cozinha.

Esta rua tradicional, onde se podem admirar algumas antigas residências com arquitetura sublime, mede apenas 350 metros, mas a seu redor se formou um incrível mercado e uma área de pedestres que congrega milhares de pessoas diariamente.

Lugar muito famoso entre os jovens, a rua Jinli também dispõe de algumas lojas de lembrancinhas e souvenirs que deslumbram os adolescentes chineses.

Vila de Luodaizhen (Luodai)

Luodai é uma antiga cidade da província de Sichuan, localizada a cerca de 20 km do centro de Chengdu.

Tem aproximadamente 23.000 habitantes, dos quais 20.000 pertencem ao povo hakka.

Diferentemente de outros grupos chineses da etnia han, os hakkas não são assim nomeados por pertencerem a uma determinada região geográfica, como uma província, um condado ou uma cidade, mas identificados tanto com o povo que fala o idioma hakka, como com aqueles que têm no mínimo algum ancestral hakka.

Acredita-se que os hakkas sejam originários das terras que margeiam o rio Amarelo.

Em uma série de migrações, os hakkas se estabeleceram nas atuais regiões do sul da China e de lá um número substancial migrou para vários países de além-mar.

São a maior comunidade chinesa fora da China, estimada em cerca de 80 milhões de pessoas.

Suas casas de óperas são famosas. O que encanta são as maquiagens e os adereços. Imperdível!

 

 

 

 

 

Nem bem chegamos a Chengdu e já fomos introduzidos aos petiscos que o pessoal costuma comer por lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROVÍNCIA DE DE YUNNAN

CIDADE DE SHANGRI-LA

Shangri-La está localizada no noroeste da província de Yunnan, relativamente próximo da fronteira com o Tibet. Até 2001, esta cidade chamava-se Zhongdian.

Porém, foi renomeada para Shangri-La com o objetivo de promover o turismo na região, fazendo alusão à terra fictícia de Shangri-La do livro Lost Horizon, de 1933, escrito por James Hilton.

(No livro, a cidade remete a paisagens paradisíacas e a um povo isolado do mundo exterior. É descrito na obra como um lugar situado nas montanhas dos Himalaias, sede de panoramas maravilhosos e onde o tempo parece deter-se em um ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre pessoas das mais diversas procedências. Shangri-la será sentido pelos visitantes ou como a promessa de um mundo novo possível, no qual alguns escolhem morar, ou como um lugar assustador e opressivo, do qual outros resolvem fugir. O romance inspirou duas versões cinematográficas, em 1937 e 1973. No mundo ocidental, Shangri-la é entendido como um paraíso terrestre oculto.)

A cidade é dividida entre residentes tibetanos e étnicos Han, bem como um punhado de Naxi, Bai, Yi e Lisu, com a paisagem circundante inteiramente tibetana.

Embora a mudança em 2001 tenha sido um sinal do desejo de aumentar o turismo em massa à la Lijiang, a cidade não chegou nem perto das multidões de Lijiang, e ainda é possível conhecer a herança tibetana da região e ver toda esta mistura de etnias.

Mosteiro Sumtseling (em chinês: Songzanlin)

O nome completo do mosteiro é Ganden Sumtseling Gompa e é o maior mosteiro budista tibetano da província de Yunnan.

Também é conhecido como Templo Songzanlin e está a 5 km do condado de Zhongdin, a 3.300 metros acima do nível do mar. Foi construído em 1679. Como se parece com o Palácio Potala de Lhasa, é também conhecido como o “Palácio Potala Menor”. É constituído por 20 templos e o complexo também inclui uma centena de casas em que residem uns 600 monges.

O mosteiro é considerado um claro expoente da arquitetura tibetana e um dos mais importantes da China. Em seu interior, há muitos tesouros antigos, citando-se oito estátuas de ouro de Buda Sakyamuni.

O 3º andar do Templo Tsongkapa tem uma pequena sala em que um lama residente abençoa os peregrinos. Fora dos grandes templos Tsongkapa e Sakyamuni existem dois templos menores que valem uma visita.

Um deles é um templo Bon, a religião que antecedeu o budismo no Tibet, durante o século IX. Esta religião enfatiza as forças protetoras da natureza, especialmente das montanhas, e inclui o xamanismo e elementos de magia negra. O segundo tem algumas das melhores obras de arte do mosteiro.

Garganta do Salto do Tigre

A Garganta do Salto do Tigre é um canyon existente no rio Yangtsé, situado a 60 km a norte de Lijiang.

O local foi nomeado em 2003 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, dentro da denominação de “Áreas protegidas dos três rios paralelos de Yunnan”.

A altitude da entrada da Garganta do Salto do Tigre é de 1.800 metros.

Durante 16 km de comprimento, a garganta permite a passagem do rio entre os picos Yulong Xue Shan (Montanha do Dragão de Jade de Neve), de 5.596 m, e Haba Xue Shande, de 5.396 m, em uma série de corredeiras, rodeadas de escarpas íngremes de 2.000 m de altura, sendo o canyon de rio mais profundo do mundo.

Seu nome faz referência à lenda que conta como um tigre, para escapar de um caçador, saltou o canyon em seu ponto mais estreito (de 25 a 30 m).

A garganta pode ser dividida em secções superior, média e inferior. Tem a Montanha Nevada do Dragão de Jade, no leste, e a Montanha de Haba, no oeste.

A diferença de elevação vertical da garganta é de 3.790 m, que é um dos vales mais profundos do mundo.

A parte mais estreita da garganta tem somente 30 metros. Ao longo da corrente, há 21 perigosos bancos de areia e 10 cascatas.

A garganta não é navegável. Em princípios de 1980, quatro excursionistas destemidos tentaram a descida do rio em rafting, mas nunca mais ninguém voltou a vê-los.

A primeira descida conhecida que teve êxito data de 1986, levada a cabo pela expedição que desceu o Yangtsé em sua totalidade, desde sua nascente, no lago glaciar Gelandandong, até seu delta, no mar da China Oriental.

Os habitantes da garganta são principalmente os Naxi indígenas, que vivem em um punhado de pequenas aldeias.

Sua subsistência primária provém da produção de grãos e de excursionistas estrangeiros.

GRUPO ÉTNICO DOS NAXIS

Os naxis (também conhecidos como nakhis) são um dos grupos minoritários da China. Sua população é de aproximadamente 295.000.

A maioria dos naxis vive na parte montanhosa da província de Yunnam localizada ao sudoeste da China.

A língua naxi pertence ao grupo sino-tibetano.

A vida dos naxis mudou totalmente após a revolução de 1949 quando a China tornou-se comunista.

Originalmente os naxis eram vaqueiros nômades que viviam em tendas e viajavam pela China depois foram forçados a mudar para o sul onde tornaram-se fazendeiros.

A antiga religião dos naxis era Dongba umgrupo religiosa.

É interessante observar que muitos crêem em um criador mas simplesmente não têm certeza de quem ele seja.

Antes da revolução de 1949 chegaram os primeiros missionários cristãos que compartilharam as Boas Novas.

Como resultado muitos se converteram e uma forte igreja surgiu; com a revolução muitos foram mortos por causa de sua fé em Jesus.

ALDEIA BAISHA

Baisha está a 16 km a norte de Lijiang, no sopé da Montanha Nevada do Dragão de Jade.

Se você quer testemunhar a autêntica vida do povo Naxi e apreciar sua cultura, a aldeia Baisha é o local ideal para visitar.

A aldeia era um assentamento Naxi e o local de nascimento dos governadores locais da família Mu.

Foi o centro político, econômico e cultural de Lijiang antes da dinastia Ming (1368-1644).

Sua construção foi iniciada durante a dinastia Tang (618-907) e tornou-se próspera durante as dinastias Song (960-1279) e Yuan (1271-1368).

Desde a dinastia Ming, seus governantes mudaram suas famílias para a cidade de Dayan (que é a atual Cidade Antiga de Lijiang).

Tivemos o privilégio de chegar na aldeia e presenciar uma cerimônia fúnebre de um ancião da aldeia. Nós acompanhamos o cortejo, com todo o respeito.

ALDEIA YUHU

Esta vila localiza-se nos arredores de Lijiang, no sopé da Montanha Nevada do Dragão de Jade. Suas casas, feitas de um tipo único de pedra chamada de “cabeça de macaco”, espécie de mistura de pedras e terra seca, fazem esta vila parecer da mesma forma como era no início do século XX, quando Joseph Rock escolheu o lugar para viver.

Este famoso botânico foi para lá para estudar as plantas da Montanha do Dragão de Jade e se apaixonou pela região, seu povo e sua cultura e decidiu ficar por lá. Viveu em Yuhu por 27 anos. Desde 1922, ele iniciou uma ampla pesquisa sobre a minoria naxi; tirou muitas fotos e escreveu muitos artigos para a revista National Geographic.

CIDADE DE LIJIANG

A Antiga Cidade de Lijiang situa-se na Província de Yunnan, no sopé das Montanhas do Dragão de Jade, que são cobertas de neve durante o ano inteiro.


Ao contrário de outras antigas cidades chinesas, Lijiang não tem muros, nem aquela distribuição geométrica tradicional.

Rotas e veredas de todas as direções fluem para a cidade, encaixando-se com suas ruas.

Ao mesmo tempo, as ruas se dirigem às quatro principais avenidas que se encontram numa Praça Central, conhecida como Largo Quadrangular, onde funcionava a feira mais movimentada da cidade.

As ruas e becos da cidade são sinuosas, rodeadas por habitações de madeira e barro nos dois lados.

A ausência de uma estrutura urbana regular não impede, no entanto, que a cidade possua uma grande harmonia arquitetônica.

A Cidade Antiga de Lijiang foi incluída na Lista de Patrimônio Mundial da Unesco em 1996, como “antiga cidade situada em uma paisagem espetacular”.

A história da cidade remonta ao século XIII, sob a dinastia dos Song do sul, quando os antepassados da família reinante Um se instalaram na chamada Dayechang, que desde então passou a ser chamada Dayan.

A cidade converteu-se rapidamente em um centro administrativo, depois na sede de uma prefeitura, em 1382, sob a dinastia Ming.

A política efetuada pela dinastia dos prefeitos Um, que a governaram até 1723, permitiu a ampliação e o embelezamento constante da cidade.

A cidade velha de Lijiang, construída nas encostas do monte Shizi, estende-se para sudeste e se eleva no vale do rio Yangtsé (chamado localmente de Jinsha), algumas dezenas de quilômetros depois de sua saída das gargantas do Salto do Tigre.

É banhada por um rio procedente do Heilongtan, que é um lago com uma superfície de cerca de 40 mil metros quadrados, onde se reúnem as águas de várias dezenas de mananciais da montanha.

Na estrada da cidade, este se separa em três ramos, os rios do Leste, do Centro e do Oeste, que abastecem uma rede de canais e córregos que, por sua vez, estão conectados a todas as casas.

Os numerosos canais que atravessam a cidade estão cruzados por 354 pontes.

Lagoa do Dragão Negro

Trata-se de uma famosa lagoa no pitoresco Parque da Primavera de Jade, situado no sopé da Colina do Elefante, a pouca distância a norte da Cidade Velha de Lijiang.

Foi construída em 1737 durante a dinastia Qing e oferece uma vista espetacular da parte mais alta da região, a Montanha Nevada do Dr.agão de Jade, desde sua ponte de mármore branco.

No passado, a lagoa em si havia secado, prejudicando a famosa vista.

Em 2010, no entanto, o parque foi declarado zona de conservação aquática pelo governo local.

Em 2014, a lagoa estava cheia de água, restaurada em toda sua beleza anterior.

A Cidade Antiga de Lijiang foi incluida na Lista de Patrimônio Mundial da Unesco em 1996, como “antiga cidade situada em uma paisagem espetacular”.

A palavra Lijiang quer dizer “rio belo”, em referência ao Yangtsé.

A história da cidade remonta ao século XIII, sob a dinastia dos Song do sul, quando os antepassados da família reinante Um se instalaram na chamada Dayechang, que desde então passou a ser chamada Dayan.

A cidade converteu-se rapidamente em um centro administrativo, depois na sede de uma prefeitura, em 1382, sob a dinastia Ming.

A política efetuada pela dinastia dos prefeitos Um, que a governaram até 1723, permitiu a ampliação e o embelezamento constante da cidade.

CIDADE DE SHAXI

População: cerca de 23.500 habitantes.

Trata-se de uma pequena cidade com um histórico mercado, situada no condado de Jianchuan, na prefeitura de Dali, a meio caminho entre esta cidade e Lijiang.

É uma cidade antiga que integra negócios e cultura budista, onde antigos templos, lojas antigas, antigos becos, casas antigas, antigos portões, árvores antigas, antigos poços, antigas pontes e antigas feiras permanecem intactos.

A cidade começou como um ponto de comércio de chá e cavalos durante a dinastia Tang (618-907).

Sua prosperidade atingiu o ápice durante as dinastias Ming e Qing (1368-1912).

Provavelmente seja a mais intacta cidade de caravanas de cavalos da antiga rota do chá que ia de Yunnan à Birmânia e ao Tibete.

Os dois principais grupos étnicos de Shaxi são os Bai e os Yi

A Praça do Mercado Sideng, em Shaxi, foi incluída na lista de Monumentos Mundiais Ameaçados, em 2001, estando entre os 100 sítios mais ameaçados do mundo.

O teatro antigo é a alma de Shaxi. Alguém que vá a Shaxi pela primeira vez se maravilhará com esta estrutura arquitetônica única e requintada.

É a mais marcante construção na Rua da Praça, feita na dinastia Qing. Trata-se de um pavilhão com quatro andares com beirais altíssimos, além de um terraço onde as orquestras da região se apresentam ao ar livre.

Todo ano, em junho, os habitantes do vale vão até a praça para realizar o Festival da Tocha, durante o qual ateiam fogo a um enorme tronco de pinheiro.

É incrível que haja um palco tão lindo e delicado sob um céu azul e nuvens brancas nesta cidade remota!

Mercado da Sexta-feira

Desde os dias das caravanas de chá, o Mercado da Sexta-feira de Shaxi tem sido um importante ponto de comércio e fornecimento de bens para a população da cidade.

Ainda é o único dia em que muitos tipos de produtos estão disponíveis e os moradores, na sua maioria, se dirigem para este mercado com uma cesta em suas costas.

Certos itens só podem ser comprados no Mercado da Sexta-feira, como frutas, carnes e cogumelos frescos, pois não são encontrados no supermercado de Shaxi.

No lado da rua, podem-se ver dentistas praticando, mulheres Yi e Lisu em suas vestes tradicionais e músicas estridentes vindas de CDs tocados em CD players portáteis para serem vendidos.

É o melhor dia para provar todo tipo de produtos exóticos trazidos pelas tribos que vivem nas montanhas vizinhas.

E a todo momento éramos surpreendidos por momentos bucólicos, como este abaixo, de famílias de patos se divertindo:

Posted by Elias Zorzi on Friday, June 1, 2018


CIDADE DE DALI

Montanha Shibaoshan

Esta montanha está a 25 km de Dali. Sua altitude máxima é de 3.038 metros. Abriga centenas de macacos, sendo famosa pela sua luxuriante floresta e pelos seus misteriosos templos budistas. É uma das principais unidades nacionais de proteção de relíquias culturais desde 4 de abril de 1964. Os templos budistas datam originalmente do reino Nanzhao (738-937). Neles, vê-se uma mescla de estilos chineses e hindus que caracterizaram o budismo de Nanzhao, pois esta região era parte da fronteira ocidental deste reino, uma das mais expostas a influências estrangeiras. Ainda que a construção de cavernas budistas tenha se iniciado durante os últimos anos do reino Nanzhao, continuou durante um período de 300 anos, estendendo-se até o reino de Dali.

Templo Shizhong

Este templo é mais simples, mas tem em suas proximidades duas grutas que proporcionam um importante material para o estudo da etnia no reino de Nanzhao, pois as estátuas de pedra de alguns dos personagens mais importantes desse regime revelam diferentes feições que sugerem pertencer a diferentes grupos étnicos.

O templo é um quadrado compacto e ordenado de estruturas construídas em torno de uma pedra gigante de arenito. Acima do complexo, há uma série de cavernas rasas que abrigam dezenas de esculturas e entalhes em relevo, agora protegidos por beirais de proteção. A entrada para o Templo de Shizhong é alcançada andando cerca de 500 metros na floresta, passando por bosques de bambu. A fachada do templo oferece uma vista fantástica da Passagem do Leão, do outro lado do vale.

Situa-se a oeste das montanhas Cangshan e a leste do lago Erhai. É um importante assentamento das minorias Bai e Yi, ainda que também haja grupos de tibetanos, Hui, Han e Naxi.

Dali é uma das grandes joias de Yunnan e da China, com uma situação incrível, a mais de 1900 metros de altitude e tocando o formoso lago Erhai Hu.

É um local muito frequentado por grupos de turismo chineses que inundam este fantástico lugar com barulho e excentricidades.

A cidade tem sítios históricos, edifícios antigos e templos, artesanato local e a “Rua dos Estrangeiros”, com bares e restaurantes em estilo ocidental e os proprietários dos estabelecimentos falando inglês.

A montanha Cangshan é uma pitoresca região de excursionismo e uma reserva natural. Turistas que visitam a região podem ver templos e arquitetura de 1000 anos, comprar lindas recordações e objetos de arte, aprender sobre a história da região e os povos indígenas e excursionar ao lago e à montanha.

A cidade tem uma longa história. Ao redor do ano 738, converteu-se na sede do reino de Nanzhou, que teve domínio das rotas comerciais importantes, do sudeste e do sul da Ásia. O governante de Nanzhou era budista, e Dali se converteu em um centro para a difusão do budismo desde o sudeste e sul da Ásia até as partes restantes da China e do leste da Ásia.

Em 1253, os mongóis conquistaram a cidade e acabaram com o reino de Dali. Sob o imperador mongol Kublai Khan, Dali foi um posto avançado militar para os mongóis. Quando foram derrotados na dinastia Ming, a cidade voltou a crescer.

A Cidade Antiga é conservada pelo governo, com uma população de cerca de 40 mil pessoas. O governo não permite construções modernas nesta cidade, portanto, as construções são tradicionais.

Como todas as cidades estratégicas do império chinês, ela possuía uma muralha de 6 quilômetros, com altura de 7,5 metros e 6 metros de largura.

Havia quatro portões da cidade de frente para o oeste, leste, norte e sul. Como sofreu muitas fases de prosperidade e declínio, apenas a base da muralha permanece até hoje.

A Torre de Wuhua é o marco central da cidade velha.

Em nosso passeio pelo centro antigo de Dali visitamos esta jóia. Igreja de Nossa Senhora de Lourdes (foto à direita). Uma verdadeira obra de arte.

Conhecidas pela resistência, as Três Pagodas sobreviveram a várias eras de terremotos graves.

O governo local ainda faz um grande esforço para garantir a preservação deste tesouro arquitetônico.

As Três Pagodas do Templo Chongsheng

Elas ficam cerca de 1 km a noroeste da antiga cidade de Dali, ocupando uma localização cênica ao pé do Monte Cangshan e de frente ao Lago Erhai. Têm uma história de mais de 1.800 anos. São um símbolo da história da cidade de Dali e um registro do desenvolvimento do budismo na região. Como o próprio nome indica, as três pagodas são feitas de três pagodas antigas independentes que formam um triângulo simétrico. Isto é único na China.

A pagoda do meio, Pagoda de Qianxun, de 69,13 metros de altura, é uma das mais altas pagodas da Dinastia Tang (618 – 907), tem quase 1.200 anos e representa um período em que Dali era um Reino Budista, enquanto as outras duas pagodas inferiores estão nos lados norte e sul.

A Pagoda de Qianxun, agora completamente fechada, tem o mesmo estilo arquitetônico da Pagoda de Xi’an, mas é muito mais alta.

Muitas esculturas de Buda feitas de ouro, prata, madeira ou cristal, escritos budistas e mais de 600 ingredientes medicinais foram encontrados na Pagoda Qianxun, desempenhando um papel importante na explicação da história antiga da cidade.

CIDADE DE KUNMING

Kunming é a capital da província de Yunnan. Está situada no extremo norte do lago Dian.

Graças a seu clima temperado, é conhecida também como “A cidade da primavera”.

Desfruta de uma situação protegida, graças às montanhas que a rodeiam por três de seus lados e pelo lago.

Durante o período dos Reinos Combatentes, foi fundada a primitiva cidade no local onde hoje está Kunming.

Seu nome era Dian.

Acredita-se que Marco Polo tenha visitado a cidade no século XIII.

Durante aquele século, a cidade foi tomada por tropas mongóis, os quais batizaram-na com o nome atual.

No século XIV, durante a dinastia Ming, a cidade foi reconquistada, quando então foi construída a muralha que a rodeava, hoje em dia desaparecida.

No século XIX, Kunming sofreu o ataque do líder rebelde Du Wenxiu, o qual assaltou a cidade em diversas ocasiões entre 1858 e 1868.

No século XX, o desenvolvimento da cidade esteve condicionado, em grande parte, à estrada de ferro.

Nos anos 80, começou a transformar-se e a converter-se em um importante centro financeiro e comercial.

Abaixo  amostras de algumas frutas e legumes locais:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parque do Bosques das Pedras
Trata-se de um notável conjunto de formações basálticas situadas em Shilin Yi, na província de Yunnan, a 78 km de Kunming. Desde 2007, duas partes do local foram declaradas Patrimônio Mundial da Unesco.

As rochas altas parecem vir do chão como estalagmites e muitas parecem árvores petrificadas que, juntas, criam a ilusão de uma floresta de pedra.

O lugar possui vários labirintos e algumas formações lembram figuras humanas, plantas e animais.

O Parque Nacional de Shilin cobre uma área de 350 km² e é composto por oito áreas, incluindo Bosques das Pedras Grandes e Pequenas, Bosque de Pedras Naigu, Lago Longo e Lago da Lua, entre outras.

A região está ligada ao Planalto de Qinghai-Tibete e era um grande mar há 270 milhões de anos.

As montanhas se formaram a partir de erupções vulcânicas.

A floresta de pedras, contudo, nasceu há dois milhões de anos, em virtude da fragmentação das rochas calcárias.

Com o desgaste natural, as pedras adquiriram formas singulares que lembram animais ou bambus, por exemplo.

Na década 1950, o governo chinês mandou um grupo de pesquisa geológica ao Bosque de Pedras para avaliar e explorar a região e construir instalações turísticas. Em 1976, o prodígio natural foi aberto oficialmente aos visitantes de todo o mundo.


Nas regiões de florestas de pedras, habita principalmente a minoria étnica Sani. Logo depois de entrar na zona turística, pode-se sentir a hospitalidade e o entusiasmo dos habitantes locais e a fisionomia peculiar da etnia.
 

Vimos muitos espetáculos interessantes. Assistam abaixo um dos mais bonitos:

Posted by Elias Zorzi on Sunday, June 3, 2018

 

PROVÍNCIA DE GUANGDONG

CIDADE DE GUANGZHOU

Guangzhou é a capital e maior cidade da província de Cantão (Guangdong). Localizada no sul do país, às margens do rio Zhu Jiang e a cerca de 120 km ao norte de Hong Kong, a cidade é um importante centro portuário do país. Como uma das maiores cidades da China, possui o estatuto de sub-província administrativa.

A cidade figura como a terceira maior cidade da China, depois de Xangai e Pequim, e um dos maiores centros industriais, administrativos e financeiros do país.

Originalmente fundada no século II a.C., tornou-se parte do Império da China no século III a.C.. Na Idade Média, já comerciava com a Índia e a Arábia. Os portugueses obtiveram o monopólio do comércio com o complexo portuário da cidade em 1511. A partir do século XVII, os ingleses foram autorizados a negociar, seguindo-se os franceses e holandeses no século seguinte. Depois da Guerra do Ópio (1839-1842), a cidade foi ocupada pelos europeus e o comércio deixou de estar restringido, sendo autorizado o estabelecimento de uma concessão franco-britânica entre 1846 e 1956.

Em agosto de 2009, foi inaugurada na cidade a Canton Tower, a mais alta estrutura da China.

Posted by Elias Zorzi on Monday, June 4, 2018

Templo Ancestral da Família Chen
Não é exatamente um templo chinês típico. É mais um museu, que nos leva às raízes de um dos maiores clãs chineses, o da família Chen (ou Chang, em cantonês). Esta mansão foi estabelecida há mais de um século pelos membros mais velhos da família Chen e servia como um centro de reunião e apoio para todos os membros do clã que provinham de todas as partes da China e se encontravam em Cantão, seja a negócios ou a estudos. Membros do clã também costumavam acorrer ao centro para prestar homenagem aos antepassados.

O clã Chen é o maior da China; na verdade, Chen ou Chang é o sobrenome mais comum no mundo.

Os edifícios e as estruturas são, por si sós, uma maravilha da arquitetura e do artesanato chineses.

Apesar de contar com uma história de muitos anos, os templos e estruturas têm sido muito bem restaurados, sendo ainda possível apreciar as intrincadas esculturas e decorações que adornam os tetos, as portas, as janelas e as portas.

Este templo configura-se como um museu que abriga o Museu de Artes Populares de Guangzhou e está decorado com autênticas relíquias e obras de arte de todo tipo: porcelana, esculturas de marfim, cerâmica, peças de fundição de ferro, bordados, etc. Os jardins e pátios que o rodeiam são lindos e também possuem esculturas, bonsais e lagos com peixes em abundância.

MACAU:
REGIÃO AUTÔNOMA DE MACAU

Macau ainda é visto apenas como um exótico enclave português na Ásia. A última flor do Lácio divide espaço com os onipresentes kanjis — os caracteres chineses — de forma tão harmônica que parece natural que seja assim. As placas, em português e chinês, deixam o forasteiro ainda mais confuso e sem referências.

Os lusos começaram a desembarcar no local onde hoje fica a cidade em meados do século XVI, cerca de 50 anos após sua chegada ao Brasil. Macau, por sua posição estratégica, atuava como um entreposto entre a Índia, a China e o Japão. Até 1573, a presença de portugueses no local era tolerada, embora não fosse legal.

Mesmo assim, já havia diversos traços da presença destes comerciantes europeus e, a partir daquele ano, o que o governo chinês fez foi legalizar a presença dos entrepostos portugueses e, claro, receber a sua parte em pesados impostos. Estava criado o primeiro entreposto comercial europeu na Ásia.

A ex-colônia deve o seu nome à deusa do céu, A-má. O nome original — Amagau, que significa Baía de A-má — foi sendo transformado até chegar à forma atual, Macau. No século XVII, já completamente administrada pelos portugueses, a cidade foi invadida pelos holandeses e, mesmo despreparada, conseguiu resistir.

Com a decadência do Império Chinês e a crescente influência inglesa durante o século XIX, Macau perdeu gradativamente sua importância como entreposto comercial. Portugal também via seu império decair, principalmente depois da perda de sua mais importante colônia, o Brasil.

Em 1887, o governo português forçou o enfraquecido governo imperial da China a assinar um tratado que garantia a ocupação perpétua da região por Portugal e outros detalhes de seu interesse. Macau estava, enfim, sob o completo domínio português.

No continente, fica a área que foi transformada em Patrimônio Histórico Mundial e onde se localiza o mais famoso sítio histórico de Macau, as ruínas da Igreja da Madre de Deus, mais conhecida como Igreja de São Paulo.

Atualmente, existe apenas a escadaria e a parte frontal da construção, a qual é considerada uma das mais raras peças arquitetônicas da Ásia. Com 23 metros de largura e 25,5 de altura, a fachada de granito exibe uma harmônica mistura de influências europeias e asiáticas, em seu estilo maneirista/barroco com pitadas de outras escolas estéticas.

A fachada foi construída em cinco níveis relacionados aos cinco passos da divina ascensão. Mesmo quem vai sem muitas informações consegue notar a riqueza da decoração da construção, talhada por cristãos exilados japoneses no século XV e que mostra imagens bíblicas, representações mitológicas, crisântemos japoneses e leões chineses, dentre outras referências.

A igreja foi construída pelos jesuítas em 1602, junto ao colégio jesuíta de São Paulo. Depois da expulsão dos jesuítas, o colégio foi transformado em quartel. Um incêndio, em 1835, destruiu a igreja, deixando apenas a magnífica fachada de pedra, esculpida entre 1620-27. O trabalho de restauração foi iniciado em 1990, adicionando um pequeno museu no local.

 

About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 134 países e pisar em todos os continentes. Sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA. Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei. Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

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