Diário de Bordo de um Cruzeiro Cênico à Antártida

Diário de Bordo de um Cruzeiro Cênico à Antártida

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A Antártida, conhecida como o continente gelado, é o quarto maior continente, depois da  Ásia, América e África,   com 14 milhões de km2, no verão  e de quase 30 milhões de km2 no inverno.Está quase completamente coberta por enormes geleiras (glaciares), exceção feita a algumas zonas nas cadeias montanhosas e à extremidade norte da Península Antártica.

É o continente menos povoado, com uma população de menos de 4.000 habitantes, que, na maioria são cientistas de 100 bases polares ou estações de estudo.

Tem a umidade mais baixa do planeta, e comporta 80% da água doce do planeta. Isso quer dizer que, se a Antártida derretesse, o nível do mar subiria 26 metros.

Por Dina Barile, repórter e viajante que, com esta viagem, acaba de percorrer todos os 6  continentes:  África, América, Ásia, Antártida, a Europa e Oceania

É o continente mais frio e mais seco, onde são observados os mais fortes ventos do planeta. Como aconteceu na nossa viagem, os ventos podem repentinamente, sair de uma Força 03 para uma força máxima. Os ventos são classificados por Força que começa em Força zero, com ondas inferiores a 1 metro até Força 12, com ondas superiores a 16 m, onde a visibilidade é extremamente afetada.  Ventos de 100 km/h são comuns e podem durar vários dias.

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A Antártida registrou a temperatura mais baixa do Planeta, correspondente a -89,2 °C, sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de apenas -10 °C; no interior do continente, é de -40 °C. A altitude média do continente é de aproximadamente 2.000 metros.

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A Antártica está sujeita ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que reivindicavam territórios no continente (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.

Há duas possibilidades de visitar a Antártida: em cruzeiros, num navio quebra-gelo, quando se pode desembarcar em solo antártico, com no máximo 80 passageiros ou  em cruzeiros cênicos, onde se percorre a mesma região, porém sem possibilidade de desembarque, em navios que podem comportar até 2.600 passageiros.

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A opção desta colunista foi por um navio grande, por que o custo chega a ser um quinto da outra opção e está menos sujeito às mudanças climáticas repentinas e drásticas da Antártida. O navio escolhido foi o Star Princess da Princess Cruises. O embarque e desembarque aconteceram em Buenos Aires, na Argentina.

Neste cruzeiro fomos agraciados pela presença de Joe May, especialista em portos que nos deu dicas preciosas. Ele proporcionava atenção e orientação incondicionais aos poucos brasileiros que estavam no navio. Para nossa sorte, ele é casado com uma brasileira e mora no RJ, o que combina perfeitamente com sua desenvoltura e espontaneidade ímpar. Como a grande maioria dos turistas era de americanos ou ingleses, a ajuda de Joe May foi fundamental para orientação e planejamento dos nossos passeios.

Durante o cruzeiro,  houve um contato constante com a natureza, através das amplas janelas nas cabines, nos restaurantes ou na discoteca, com a possibilidade de uma visão panorâmica das paisagens e de baleias Jubarte, baleias Orca, leões e elefantes marinhos, pingüins nadando, brincando, e acompanhando o navio.

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Quando aportamos, pudemos conhecer lugares e visitar algumas colônias de pingüins.
Pudemos, inclusive observar pinguins Gentoo em um iceberg e depois em terra.

A seguir curiosidades, detalhes e passeios realizados nos lugares onde aportamos.

ILHAS MALVINAS, OU FALKLAND ISLANDS
Há muitas opções de passeio em Stanley, a maioria voltadas a observar os pingüins, dentre elas, “Volunteer Point”, onde se vê cerca de 1.300 pinguins King; “Lorenzo Penguins” para observar colônia com aproximadamente 1.000 pingüins Gentoo, alguns King e Magalhânicos; “North Pond Penguin Tour”, onde além de formações rochosas muito interessantes, pode-se observar pingüins Gentoo e Magalhânicos; “Sparrow Cove” para observar pingüins Gentoo e alguns King; “Bluff Cove Penguin Rookery” onde se encontram pingüins Gentoo, King e Magalhânicos; “Rockhopper Penguin Colony” para ver rockhopper pingüins,  e “Gypsy Cove”,  a mais fácil de se alcançar, com ônibus locais, a partir do porto, onde se podem ver alguns exemplares Magalhânicos.

As  Ilhas Malvinas, (“Falkland” para os ingleses) é um arquipélago que pertence à Inglaterra,  embora a Argentina o reclame desde 1833. Foi palco de muitas batalhas, por sua posse. Antes dessa data esteve sob domínio dos espanhóis, franceses e dos próprios britânicos.

O clima das Malvinas é muito instável, com tempestades frequentes e chuvas intensas. Predominam os territórios rochosos, mas com abundantes pastos. A maior atração das ilhas é a vida selvagem, uma fauna e flora de uma riqueza incomparável: colônias de pingüins, leões marinhos, reservas naturais, montanhas e campos.

A capital das ilhas é Port Stanley. A maioria da população é de origem escocesa, que vive da criação de ovelhas. A pesca atende às necessidades locais. Entre os lugares que destacamos para o visitante encontram-se a Casa de Governo, a Catedral, com sua recente restauração com a “Whale-bone Arch” (arco de espinha de baleia), o cemitério e o Museu das Ilhas.

Nas proximidades há um lugar muito interessante, o Stanley Harbour Maritime History Trail, um atrativo passeio pela história, a Gypsy Cove, o Penguim Walk e o farol, Lighthouse Cape Pembroke.

Salvador, na ilha oriental, acolhe colônias de pingüins e aves variadas, assim como elefantes e lobos marinhos. Uma das excursões mais interessantes a se fazer é Volunteer Point.
Na ilha ocidental os lugares mais interessantes são Port Howard, com seu museu, Pebble Ilhand, Keppel Ilhand, Saunders Ilhand.

USHUAIA

Ushuaia, a  cidade mais meridional do planeta, está localizada numa belíssima baía do Canal de Beagle e está rodeada por montanhas cobertas de neve (neva quatro a seis meses por ano e chove muito durante o Inverno). As paisagens impressionam, ainda mais por se encontrar a 130 quilômetros do Cabo Horn e a pouco mais de mil quilômetros da Antártida.
Ushuaia foi fundada a partir de uma missão anglicana, em 1871, para abrigar uma colônia penal para condenados a penas pesadas ou a prisão perpétua. A cidade foi crescendo e hoje, já abriga entre 42 e 45 mil pessoas, mas continua recebendo novos habitantes.
A opção nesta cidade, com parques nacionais preservados e lindos, foi um passeio de catamarã, passando por colônias de cormorans, colônias de lobos marinhos e, finalmente uma grata surpresa: a última parada nos colocou quase dentro de uma colônia imensa de pingüins de Magalhães que abrigavam, ainda, 4 pingüins Gentoo e um filhote de pingüin King. O andar de cada espécie é completamente diferente uma da outra, mas a graça e a peculiaridade de cada uma encanta desde crianças até os mais idosos.
Despedimo-nos da cidade com uma bela visão de Puerto Willians, o que foi uma grata surpresa, já que  não havíamos conseguido avistar a ilha na ida, pois era madrugada e estávamos dormindo.

PUNTA ARENAS:

Punta Arenas é uma cidade portuária do Chile,  localizada na Península de Brunswick e nas proximidades do Estreito de Magalhães, na Patagônia.

Antes da abertura do canal do Panamá em 1914, por sua localização geográfica, foi o principal porto na navegação entre os oceanos Pacífico e Atlântico.

Punta Arenas possui uma população de aproximadamente 150.000 habitantes, na maioria de raízes européias, principalmente croatas, espanhóis, suíços, iugoslavos e galeses, além de chilenos vindos de outras regiões

Sua economia é baseada principalmente em atividades portuárias e de serviços. Assim como Ushuaia, é o ponto de partida para cruzeiros que tem como destino a Antártida.

Além disso,  quando as condições climáticas permitem, saem vôos com duração de 2 a 4 hs, em direção à Antártida, onde se pode desembarcar e observar o modo de vida de cientistas e o comportamento de alguns animais.

Aqui, a opção foi por um passeio, em van, para a colônia de pingüins Otway, onde pingüins Magalhânicos caminham tranquilamente em direção ao mar, ou brincam ou, ainda, disputam espaço, com os turistas, na passagem para suas tocas.

Montevidéu
Montevidéu, com cerca de  1,4 milhão de habitantes, é a capital uruguaia, e pode ser percorrida a pé. Do porto, sai uma linha demarcada verde que conduz ao Mercado del Puerto, ou às praças da Independencia e da Matriz . Os preços são acessíveis em restaurantes e no comércio, com bons artigos artesanais de lã e de couro.

A cidade fica  numa colina de 130 m, o que deu origem ao nome Montevidéu, cuja tradução poderia ser “eu vi o monte”.

O  Mercado del Puerto , em dias de cruzeiro, fica lotado, embora tenha dezenas de pequenos restaurantes que servem “parrillada”, o churrasco assado nas lenhas, pescados e drinques à base de vinho. Encontramos, na região,  artesanato, e folhetos com a indicação do tour, a pé, que passa por praças importantes, museus e casas aristocráticas e por igrejas tradicionais.

Ao largo da Matriz, na Ciudad Vieja, uma feirinha vende todos os tipos de antiguidades e recuerdos.  A igreja Matriz data de 1726, mas foi reedificada entre 1790 e 1804.

No lado oposto ao da igreja Matriz, o Cabildo, de 1808, abriga o Museu e Arquivo Histórico Municipal.

Nas travessas do calçadão da Sarandí, encontram-se antiquários, galerias de arte, e uma zona comercial moderna. A travessa Bacacay também foi projetada para pedestres e é uma boa opção para um momento de relax nos cafés, restaurantes e livrarias, antes de continuar para o teatro Solís, referência em espetáculos de música erudita.

A próxima parada, depois de duas ou três quadras, é a Puerta de la Ciudadela, onde está localizada a Praça da Independencia, marco da antiga cidadela, que abriga a estátua eqüestre do general Artigas.

A seguir faço um relato que pode interessar muito aos aficionados por informações náuticas, mas que também transmite uma idéia geral de todas as emoções e surpresas por que passamos. Diariamente, era fornecido, pelo capitão Edward Perrin, um boletim diário sobre as condições meteorológicas, sempre pontualmente ao meio dia. Este boletim era traduzido, em seguida, para o Portunhol, por Joe May.

Segue um diário do nosso cruzeiro, com todos os detalhes fornecidos pelo capitão.

02 de fevereiro de 2010 – Buenos Aires
Depois que todos estavam embarcados e, após realizados os procedimentos  de segurança, saímos do porto de Buenos Aires às 21h02, em direção ao Rio da Prata com a presença dos práticos do Rio da Prata, que permaneceram no navio durante toda a noite.
Posição do navio: Buenos Aires, Argentina
Céu: Nublado
Vento: Norte, força 3
Temperatura 28°C

03 de fevereiro de 2010 – Navegando, em rota para Stanley nas Malvinas ou Ilhas Falkland.
Navegamos em direção ao Leste, pelo Rio da Prata, sob a atenção dos práticos do Rio da Prata. Às 07h47, alcançamos a boca do Rio da Prata, onde os práticos desembarcaram e continuamos em direção ao Sul, na rota para Stanley, nas Malvinas ou Ilhas Falkland.
Posição do navio: 35°53.8’S, 055°24.2’W
Céu: Nublado
Vento: Noroeste, força 3
Temperatura:  25,8°C

04 de fevereiro de 2010 – Navegando, em rota para Stanley nas Ilhas Falkand ou Malvinas.
Posição do navio: 44°08.1’S, 056°29.2’W
Céu:  Ensolarado, com algumas nuvens esparsas.
Vento: Noroeste, força 7
Temperatura: 15,5°C

05 de fevereiro de 2010 – Stanley
Devido às ondas fortes só chegamos a Stanley às 11hs. Utilizamos tenders para o acesso à cidade, porque não é possível aportar em Stanley. Tivemos ventos fortes durante o dia, o que não impediu o tráfego dos tenders. Às 20h26 com todos os passageiros e tripulação a bordo, dirigimo-nos ao sul, na rota para Elephant Island no majestoso continente da Antártida.
Posição do navio: Ancorado em Stanley
Céu:  Nublado, com intervalos ensolarados
Vento: Oeste, força 6
Temperatura: 9,3°C

06 de fevereiro de 2010
– Navegando, desde Stanley, na rota para Elephant Island.
Continuamos navegando para o Sul e às 14h25 atravessamos a Zona de Convergência Antártica, o que marca o limite com o Hemisfério Sul.
Posição do navio: 55°35.0’S, 056°28.1’W
Céu: Parcialmente Nublado
Vento:  Sudeste, força 5
Temperatura: 3,5°C

07 de fevereiro de 2010 – Passeio cênico por Elephant Island

O primeiro iceberg avistado foi às 04h16 e nossa chegada a Elephant Island foi às 09h30, qdo começamos o passeio cênico pelo lado norte da ilha, que podia ser observado pelos dois lados do navio.

Às 10h50 começamos a nos movimentar em direção ao Sul da ilha, via Cape Valentine a leste, em direção ao Endurance Glacier, onde chegamos às 13h50.

Demos voltas no glacier, de forma que era possível observar as espetaculares paisagens, dos dois lados do navio. Continuamos na direção sudoeste, na rota para Hope Bay.
Posição do navio: 61°06.3’S, 054°34.3’W
Céu: Nublado
Vento: Noroeste, força 5
Temperatura:  0°C (zero graus)

08 de fevereiro de 2010 – Passeio cênico por Admiralty Bay
Logo no começo da manhã ficamos sujeitos a fortes ventos encontrando muito gelo pela frente. Seria impossível entrar em Hope Bay sem colocar em risco, o navio e todos a bordo.  O capitão teve que tomar a difícil decisão de abortar a ida à Esperanza Station (que é uma estação científica que pertence à Argentina) e ir direto a Admiralty Bay. Chegamos às 09h22e estávamos prontos para entrar  na baía, quando os ventos chegaram à Força 10 que, aliados à camada de gelo, tornaram a entrada muito perigosa. Assim, outra vez, o Capitão voltou a mar aberto até que o vento se acalmasse. Finalmente às 13h30, o vento reduziu para Força 6 e o Capitão decidiu que era possível retornar. Uma vez dentro da Baía, nos aproximamos da Artowski Research Station, onde embarcamos um grupo de cientistas poloneses, que nos concedeu uma breve conferência sobre seu trabalho na Antártica. Depois disso, eles desembarcaram e retornaram à sua base (não sem antes, provar algumas das delícias do navio, afinal ninguém é de ferro). Deixamos a Baía e prosseguimos para sudoeste, através do Bransfield Strait na rota para Neumayer Channel.
Posição do navio: 62°14.4’S, 057°49.0’W
Céu: Nublado com neve leve.
Vento: Este, força 9
Temperatura: 1°C

09  de fevereiro de 2010 (aniversário desta colunista) – Passeio cênico pelo Neumayer Channel

Seguimos na direção sudoeste, através do Bransfield Strait e, em seguida, o Gerlache Strait. Continuamos assim até atingir nosso ponto mais ao sul do trajeto,  64°46.5’S, 063°03.5’W. Estávamos indo com ventos inferiores à força 05, na rota para o Neumayer, quando, repentinamente, na entrada do canal, o vento chegou à Força 10, apontando perigo para a nossa entrada. Às 13h30 o capitão tomou a difícil decisão de cancelar o Neumayer Channel  e voltar na direção noroeste, percorrendo novamente  Gerlache e Bransfield Straits na rota para Deception Island.
Posição do navio: 64°46.5’S, 063°03.5’W
Céu:  Parcialmente Nublado, com janelinhas de sol
Vento: Sudeste, força 9
Temperatura : 3°C

10 de fevereiro de 2010 – Passeio cênico por Deception Island

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Chegamos às 07h00 hs na boca do Deception Island (vulcão submerso, mas ainda ativo) – onde é possível mergulhar em suas águas, sem correr o risco de congelar – quando o Capitão manobrou o navio de forma que de qualquer lado podia-se ver o interior desta ilha vulcânica e de Whalers Bay. Depois disso, continuamos para o norte, do lado leste da ilha, onde havia uma grande colônia de pingüins. Passamos ainda por Snow Island , acelerando a partir daí para o norte, através da passagem Drake, na rota para Cabo Horn. Às 23h58, passamos pela posição 60°, marcando nossa despedida da Antártida
Posição do navio: 62°36.9’S, 062°03.7’W
Céu:  Muito Nublado
Vento: Sul, força 5
Temperatura: 02°C11 de fevereiro de 2010 – Passeio cênico por Cabo Horn.
Durante o dia, mantivemos a direção Norte, na rota para Cabo Horn. Chegamos às 16h30, no entanto o vento voltou a castigar, e chegou à Força 10, com ondas fortíssimas. Por medida de segurança, passamos ao largo do Cabo Horn. Às 19h30 recebemos os práticos chilenos,  que iriam nos conduzir pela Terra do Fogo. Através do Canal de Beagle, continuamos em direção à Ushuaia.
Posição do navio: 57°02.6’S, 066°25.1’W
Céu: Parcialmente nublado, com alguma janelinhas de sol
Vento: Oeste, força 8
Temperatura : 06°C

12 de fevereiro de 2010 – Ushuaia
Foram realizados os procedimentos de rotina e alfandegários em Puerto Willians. O prático embarcou às 05h32 e aportamos à 07hs. Às 16h25, começaram as manobras, girando 180 graus em relação ao Porto, e continuando na direção oeste através do Canal de Beagle. Durante a tarde passamos por vários glaciares, Italiano, Francês, Alemão até chegarmos ao Melting Glacier, um glaciar que, sob lágrimas vi derretendo, se transformando em uma enorme cascata. Continuamos ao norte, passando pela ilha Gordon, e passamos a noite atravessando o famoso Estreito de Magalhães em direção a Punta Arenas.
Posição do navio: Ushuaia
Céu: Bastante Nublado
Vento:  Sudoeste, força 3
Temperatura: 16°C

13 de fevereiro de 2010 – Punta Arenas
Transcorridas 280 milhas náuticas pelos fiordes chilenos e pelo Estreito de Magalhães, alcançamos Punta Arenas às 07h36. Enfrentamos ventos fortes durante o dia, mas sempre com segurança e às 20h44, levantamos âncora, através do Estreito de Magalhães em direção a Montevidéu.
Posição do navio: Punta Arenas
Céu:  Parcialmente nublado, com alguma janelinhas de sol
Vento: Sudoeste, força 7
Temperatura: 10°C

14 de fevereiro de 2010 – Navegando em direção a Montevidéu
Chegamos ao extremo ponto leste do Estreito de Magalhães e  às 01h01, desembarcamos os práticos chilenos. Continuamos sempre na direção nordeste, para Montevidéu.
Posição do navio: 50°37.5’S, 065°43.9’W
Céu: Nublado
Vento: Sudoeste, força 7
Temperatura:  11°C

15 de fevereiro de 2010 – Navegando em direção a Montevidéu
Continuamos o dia todo na direção norte, na velocidade de 17 nós.
Posição do navio: 44°43.9’S, 060°54.4’W
Céu:  Parcialmente nublado, com alguma janelinhas de sol
Vento:  Sudoeste, força 7
Temperatura: 12°C

16 de fevereiro de 2010 – Navegando em direção a Montevidéu
Continuamos o dia todo na direção norte, para chegar a Montevidéu.
Posição do navio: 39°50.7’S, 056°33.5’W
Céu:  Ensolarado, com pouquíssimas nuvens
Vento: Sudoeste, força 5
Temperatura: 17°C

17 de fevereiro de 2010 – Montevidéu
Chegamos na entrada do canal para Montevidéu às 05h47, onde recebemos o prático. Aportamos às 07h11. No fim da tarde, começamos a navegar na direção do Rio da Prata que, por ser raso, exige muita atenção de todos os membros da ponte para uma navegação segura.
Posição do navio: Montevidéu
Céu: azul, com muito sol
Vento: Sudeste, força 3
Temperatura:  26°C

18 de fevereiro de 2010 – Buenos Aires
Chegamos ao nosso destino final às 05h00, depois de completar a rota pelo Rio da Prata.
Posição do navio: Buenos Aires, Argentina
Céu:  Parcialmente nublado, com alguma janelinhas de sol
Vento: Sudeste, força 3
Temperatura:  26°C
E com esta viagem maravilhosa, consegui atingir dois importantes marcos: ser uma das 500.000 que já passaram pela Antártida e completar a marca de 6 continentes percorridos.

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Texto: Dina Barile
Fotos: Dina Barile e Mark Gibson

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About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 127 países e pisar em todos os continentes.

Sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA.

Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei.

Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

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