GASTRONOMIA VEGETARIANA

Escrito por chef Reinhard Pfeiffer

chef “ O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer” Samuel Butler

A principal causa de fome e desnutrição no mundo é a má distribuição de alimentos. O pior é que, além de algumas pessoas comerem mais que outras, os animais criados para abate recebem ao longo da existência muito mais comida que os humanos.

Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), mais da metade de toda a agricultura mundial é voltada para a produção de ração para animais e pelo menos um terço das terras férteis do planeta já virou pasto. E esses números continuam aumentando vertiginosamente.
Comparada ao cultivo de vegetais, a criação de animais é uma forma ineficaz de alimentar as pessoas, pois o gado não converte cereais em carne com eficiência. Relatórios da ONU mostram que, para se produzir um quilo  de carne bovina, são usados até dez quilos de cereais, mil litros de água e um hectare de terra. Sabe quantos quilos de feijão, arroz ou milho dá para produzir com tudo isso?

Existem quatro tipos de vegetarianos:

VEGETARIANO RESTRITO/ Vegano : é aquele que não come proteína animal, ou seja, leite, ovos e carnes.

OVO-LACTO-VEGETARIANO: é a pessoa que só exclui a carne de sua dieta.

VEGETARIANO SELETIVO: é o indivíduo que exclui somente a carne vermelha e come aves e peixes.

VEGETARIANO MACROBIÓTICO: é a pessoa que vai além da exclusão da proteína animal de sua dieta. Procura ingerir produtos mais naturais, de acordo com a energia vital de cada alimento. Os seguidores  têm uma filosofia de vida voltada para o equilíbrio do corpo e da alma. Procuram também não comer alimentos com produtos químicos e enlatados.

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O vegetarianismo

Ao longo da história, ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam por diversas razões uma alimentação essencialmente vegetariana, como Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates e Albert Einstein. Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais  difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais aceita, eticamente correta e em geral, ecologicamente sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

As origens e as diferentes correntes

A busca de alternativas para a alimentação vem desde os primórdios de civilização, quando o homem buscava fontes de alimentos no mundo ao seu redor. Um  exemplo muito comum é a relação da dieta vegetariana com algumas importantes religiões antigas e com o pensamento filosófico de algumas épocas. A famosa”dieta de Pitágoras” consistia no uso liberado de vegetais macios e frescos e que necessitariam de pouco ou nenhum cozimento na sua preparação. Em geral, abstinência de todos os alimentos de origem animal, com exceção do leite e do mel; todos os condimentos eram proibidos, sendo substituídos por ervas frescas.
É bastante conhecido o esforço do médico e ministro presbiteriano Silvestre Graham em divulgar a alimentação vegetariana nos EUA, dando ênfase ao uso do pão integral, que até então não era considerado alimento de importância para a saúde. Durante a Primeira Guerra Mundial, ocorreram algumas experiências de uma alimentação desprovida de carne devido à escassez de alimentos, como foi o caso da Dinamarca. Nesse país, em virtude do bloqueio às importações, o governo solicitou a Sociedade Vegetariana que organizasse um programa de racionamento de alimentos. O resultado foi surpreendente: a população desse país atravessou a guerra com um padrão de saúde superior ao que tinham anteriormente. Da mesma forma aconteceu na Segunda guerra Mundial, com a Noruega, onde apenas se alimentando de cereais, pão integral, mingau de cevada, laticínios e batatas, além de não encontrar-se nenhuma redução protéica, observou-se uma redução no número de óbitos por enfermidades circulatórias.

Saúde

Conseguimos em qualquer outro tipo de alimentos, principalmente nos cereais, fontes de proteínas, através da exposição diária ao sol de ferro, a única vitamina que necessitamos e está presente na carne é a B12, mas que os próprios animais retiram através do consumo de vegetais, ou ainda temos a opção de suplementá-los. Existem estudos que dizem que temos estoque de B12 por anos, e que inclusive algas marinhas nos fornecem.

Amigo Bicho:

Uma das principais razões de uma pessoa se tornar vegetariana é sua compaixão pelos animais e seu sofrimento para nosso bel prazer. Você sabia por exemplo o bicho da seda é fervido para que seja aproveitado seu casulo para nos fornecer o conforto da seda? Que as galinhas tem seu bico decepado para não se bicarem quando estiverem com estresse, depois de ficarem presas sem poder se mexer em gaiolas, a vida toda? Estes são só alguns dos muitos exemplos. Se quiser saber mais assista ao documentário “A Carne é Fraca”, de Nina Rosa,  ou leia o livro “O Dilema do Vegano”, do Roberto Juliano, e vai entender várias outras atrocidades que são feitas com os animais.

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Receita de feijoada vegetariana:

Para finalizar, passo uma receita de feijoada vegetariana do Lapinha Spa fantástica, onde os hóspedes me chamam para perguntar se coloco bacon nela. Testem e mudem seus hábitos alimentares em busca de uma saúde mais equilibrada. Voilà!

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About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 127 países e pisar em todos os continentes. Sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA. Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei. Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

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