??Resumo e destaques do Rally Dakar 2011

dakar5 O Rally Dakar 2011 teve 9.605 quilômetros de percurso no total, 5.007 deles de trechos cronometrados (especiais). O evento incluiu carros, motos, quadriciclos e caminhões e seu roteiro passou pela Argentina e Chile.O Rally Dakar é conhecido pelo seu alto grau de dificuldade. Dos 407 veículos (170 motos, 30 quadriciclos, 140 carros e 67 caminhões) que largaram em 1º de janeiro em Buenos Aires, apenas 204, sendo 94 motos, 14 quadriciclos, 55 carros e 41 caminhões, retornaram à capital argentina.

 

Em sua 33ª edição, mais uma vez realizada na Argentina e no Chile, a competição off-road superou sua edição 2010 em tamanho, contando com mais de 400 quilômetros para as categorias, já que o Dakar teve percursos diferenciados para as categorias motos e quadriciclos, carros e caminhões: para os dois primeiros foram 9.605 quilômetros de prova, sendo 5.007 de especial; para os carros foram 9.618 quilômetros de disputa, sendo 5.020 de trechos cronometrados; e para os caminhões 9.458 quilômetros de competição, sendo 4.457 de especial.

dakar4Apesar de tamanhos diferentes, o que não faltou no Dakar foram emoções do começo ao fim. O maior rali do mundo foi realizado em locais totalmente novos e mais ao norte da Argentina e do Chile. Largando de Buenos Aires, a caravana da competição seguiu até Victoria, passando depois em Córdoba, San Miguel de Tucumán, San Salvador de Jujuy, até atravessar a Cordilheira dos Andes em direção à Calama, em território chileno. Com uma parada para descanso em Arica, quase divisa com o Peru, os competidores voltaram a correr até Copiapó, seguindo até Chilechito, e finalmente para Córdoba e Buenos Aires.

Em termos de extensão, o dia mais longo deveria acontecer na 11ª etapa, mas, devido a chuva, a prova acabou sendo reduzida, algo que, aliás, foi comum no Dakar, já que etapas como a 7ª também foram encurtadas para preservar os pilotos. Desta forma, a especial que assumiu a responsabilidade por cansar mais os competidores foi a 12ª etapa, em que os aventureiros tiveram pela frente 555 quilômetros cronometrados em estradas estreitas.

Em 2010, o Rally Dakar já havia contado com muitas desistências ao longo do percurso. Em 2011, esse cenário foi ainda mais agravado. Para se ter uma ideia, dos 434 veículos na competição, entre eles 184 motos, 34 quadriciclos, 147 carros e 69 caminhões, apenas 38% largaram para a última especial do maior rali do mundo, um número extremamente baixo.

dakar1No último dia de competição, ainda, na especial final de apenas 181 quilômetros, outras duas duplas dos carros acabaram ficando pela caminho e não atingiram o sonho de finalizar a edição deste ano do Dakar: Javier Paez/ Juan Salazar e Grabriel Peschiera/ Osvaldo Muniz.

Com essas duas desistências, apenas 164 veículos completaram o maior rali do mundo.

Neste cenário negativo, três dos seis veículos brasileiros que largaram não terminaram: Zé Hélio, nas motos, com uma fratura na clavícula; Vicente de Benedictis, também nas motos, com um problema no equipamento; e André Azevedo (foto à direita)/ Maykel Justo/ Mira Martinec, no caminhões, com uma quebra na caixa de direção.


Nos carros, Volkswagen confirma hegemonia no pódio do Dakar pelo 2º ano seguido

dakar3O Rally Dakar não teve muitas surpresas nos carros em 2011. E isso se deve, principalmente, ao domínio que a Volkswagen conseguiu manter na categoria, colocando três veículos no pódio pelo segundo ano consecutivo. O campeão desta vez, porém, foi inédito, com Nasser Al-Attiyah, do Qatar, superando o espanhol Carlos Sainz, que defendia o título.

Mais uma vez, o modelo Touareg utilizado pelos quatro pilotos da equipe se mostrou quase imbatível. Foram 12 vitórias nas 13 etapas do Dakar. Apenas o francês Stéphane Peterhansel, da BMW, conseguiu interromper a hegemonia da marca, vencendo a quinta especial dos carros. Assim, além de Nasser e Sainz, o sul-africano Giniel De Villiers completou o pódio dominado pela Volks, terminando como vice-campeão.

Para o vencedor Nasser, primeiro árabe a conquistar o Dakar, a equipe teve participação fundamental no triunfo. “Eu alcancei minha meta maior graças ao melhor carro de rali do mundo e à melhor equipe”, afirmou o campeão, que ainda agradeceu ao seu navegador, o alemão Timo Gottschalk. Com a vitória, a Volks também manteve o seu domínio no Dakar sul-americano.


Desde 2009, quando o rali passou a ser disputado na Argentina e no Chile, a equipe garantiu sempre as duas primeiras posições – apenas em 2009 o norte-americano Robby Gordon foi terceiro, com seu Hummer -, fato que orgulha o atual chefe Kris Nissen. “Estou muito orgulhoso de toda a equipe, tanto os empregados que fizeram esta vitória possível, como os competidores, com seus esforços sobre-humanos”, resumiu Nissen.


Apesar da vitória de Nasser, a expectativa maior era em torno do possível bicampeonato de Sainz. Tudo ia bem para o espanhol até a antepenúltima etapa, quando ele quebrou a suspensão de seu carro, perdeu muito tempo na especial, e viu o companheiro despontar como principal candidato ao título. Neste momento, começou a valer o esforço coletivo da equipe.        

Brasileiros conquistam resultados acima do esperado

Apenas seis veículos brasileiros iniciaram a disputa do maio rali do mundo, número extremamente menor do que em 2010, quando o país bateu o recorde na competição com 14 participantes. Desses seis, três conseguiram cruzar a linha de chegada em Buenos Aires na Argentina. O número pode parecer pequeno, mas os resultados dos brasileiros foram grandes.

dakar6 Nas motos, Jean Azevedo (na foto à esquerda) retornou para a competição na categoria após três anos e fez mais do que bonito: conquistou um sétimo lugar, sua melhor colocação desde 2005. Com isso, Jean também terminou o Dakar 2011 como o melhor brasileiro.Ele só não conseguiu superar a marca de 2003, quando ficou na quinta colocação.

“Foi uma competição dura, com muitas horas em cima da moto, uma disputa que exigiu bastante dos pilotos. Eu estou bastante feliz de ter voltado para a moto e completado a prova entre os dez, ganhando na minha categoria. Então foi um Dakar muito bom”, afirmou Jean após cruzar a linha de chegada.

Nos carros, o melhor brasileiro, pelo segundo ano seguido, foi Guilherme Spinelli. Correndo ao lado de Youssef Haddad, o piloto subiu uma posição em relação à sua colocação em 2010, terminando em 9º lugar. Ficando deste o primeiro dia entre os dez na geral, Guiga sofreu apenas na nona especial, quando uma série de problemas atrapalhou o piloto em suas pretensões.

Após fechar sua participação no maior rali do mundo, Spinelli disse que poderia ter ido melhor, mas estava feliz por ter completado. “ Foram justamente as dificuldades que tivemos em dois dias de dunas, que fizeram com que caíssemos de posição. Chegamos a ocupar a sétima colocação no geral. Daí ficou um gostinho de que poderia ter sido melhor”, disse. “Os organizadores falaram que este Dakar foi o mais difícil dos últimos anos. Por isso, o fato de ter chegado ao fim já é muito bom, e ainda mais entre os 10 melhores. Consegui melhorar o meu resultado do ano passado mesmo com um rali muito mais difícil”, finalizou.


Era apenas o primeiro Dakar de Marlon Koerich e o segundo de Emerson Cavassin. Mesmo assim, a dupla não sentiu o peso do maior rali do mundo e surpreendeu, completando o rali na 14ª colocação geral. Mesmo com um carro com vários anos de estradas e dunas, a dupla manteve-se sempre entre os 30, regularidade essa que os levou à ótima colocação e deixou Marlon muito satisfeito com sua estreia
.

About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 134 países e pisar em todos os continentes. Sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA. Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei. Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*