Procedimento que combina cirurgias como abdominoplastia, lipoaspiração e mamoplastia reflete mudança no comportamento das pacientes e avanço da segurança médica
O chamado “Mommy Makeover”, conjunto de cirurgias plásticas combinadas voltadas à recuperação do corpo após a gestação, vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e se consolidando como uma das principais demandas da cirurgia estética.
O crescimento acompanha a força do mercado brasileiro de estética. De acordo com dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil realiza mais de 2 milhões de cirurgias plásticas estéticas por ano, figurando entre os maiores mercados do mundo. Nesse cenário, mulheres representam a maioria dos pacientes, e procedimentos que integram o Mommy Makeover, como lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias mamárias, estão entre os mais realizados, reforçando a demanda por abordagens combinadas no pós-gestação.
Na prática clínica, o conceito de Mommy Makeover vem ganhando protagonismo justamente por reunir essas cirurgias em um único planejamento. Cirurgiões relatam aumento consistente da procura por esse tipo de abordagem nos últimos anos, com crescimento que pode chegar a cerca de 20% a 30% na demanda por cirurgias combinadas pós-gestação, especialmente após a pandemia, quando houve maior valorização do autocuidado e reorganização da rotina pessoal.
O procedimento reúne, principalmente, abdominoplastia, lipoaspiração e cirurgias mamárias, com o objetivo de tratar alterações comuns da gestação, como flacidez, excesso de pele, estrias, diástase abdominal e queda das mamas. “As queixas mais frequentes envolvem tanto o abdômen quanto as mamas, que sofrem impacto direto da gestação e da amamentação”, explica o cirurgião plástico Dr. Marcio Harada, especialista em Mommy Makeover.
A maior demanda se concentra entre mulheres de 30 a 45 anos, geralmente após o término da amamentação e estabilização do peso. “O ideal é aguardar pelo menos seis meses após o fim da amamentação para operar as mamas e cerca de 12 meses após o parto para procedimentos abdominais, garantindo uma avaliação mais precisa e evitando indicações precipitadas”, afirma o médico.
Outro ponto relevante é o alinhamento de expectativas. Segundo o especialista, ainda é comum que pacientes cheguem influenciadas por padrões irreais. “Muitas referências vêm de imagens editadas. Na consulta, o foco é mostrar a realidade do procedimento, incluindo cicatrizes, limitações e resultados possíveis. O objetivo não é voltar ao corpo de antes, mas alcançar a melhor versão do corpo atual”, diz Harada.
O avanço dos protocolos de segurança também tem sido determinante para a consolidação da técnica. Hoje, cirurgias combinadas contam com planejamento rigoroso, avaliação pré-operatória detalhada e protocolos que envolvem desde prevenção de tromboembolismo até controle de anemia e temperatura intraoperatória, tornando os resultados mais previsíveis e seguros.
Ainda assim, o pós-operatório exige planejamento e rede de apoio, especialmente para mulheres com filhos pequenos. “É um processo que demanda disciplina e repouso. Ter suporte familiar é fundamental. A decisão precisa ser consciente, partindo do desejo da própria paciente, e não de pressões externas. A prioridade sempre será a segurança, para que essa mãe retorne bem e saudável à sua rotina e à sua família”, conclui Dr. Harada.
Sobre o Dr. Márcio Harada
O Dr. Márcio Harada é cirurgião plástico com clínica em São Paulo (SP) e uma trajetória marcada por disciplina e superação, influência de sua origem em uma família de imigrantes japoneses. Formado com sólida base em cirurgia geral e plástica, teve passagens pela Santa Casa de São Paulo e atuação voluntária no Hospital Sírio-Libanês. Especialista em procedimentos de contorno corporal, mamas e face, destaca-se pelo foco em resultados naturais, harmônicos e seguros. É reconhecido por sua atuação em cirurgias de Mommy Makeover e na correção do chamado “umbigo triste” pós-plástica, que impacta a autoestima de muitas mulheres. Com abordagem humanizada e acompanhamento próximo no pré e pós-operatório, o médico prioriza segurança, ética e personalização em cada paciente, reforçando a cirurgia plástica como ferramenta de autoestima e qualidade de vida.
Crédito: Freepik
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