Drica Moraes comemora 40 anos de carreira ao lado de Fabio Assunção na comédia “FÉRIAS”

Férias! Uma palavra reconhecida e cobiçada em todo mundo, e quem a pronuncia ou lê tem fortes chances de divagar, lembrando de momentos inesquecíveis, imaginando um destino sonhado ou uma nova oportunidade de fugir da rotina. Se for com a pessoa amada então, as férias tem sabor ainda mais especial.

FÉRIAS é o nome da comédia escrita por Jô Bilac, que tem Drica Moraes e Fabio Assunção como o casal protagonista “H” e “M”, juntos há 25 anos, que ganham dos filhos um cruzeiro pelo Caribe, para comemorar suas bodas de prata.

Foto: Leo Aversa

Dirigida pelos atores Enrique Diaz e Débora Lamm, a comédia faz sua estreia nacional em São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira, onde fica em cartaz entre os dias 7 de junho e 4 de agosto.

Encomendada por Drica Moraes a Jô Bilac, a peça comemora os 40 anos de carreira da atriz e marca sua volta aos palcos após 6 anos. Atuar com Fábio Assunção é sonho antigo da atriz.

“Eu fiz esse chamado ao Jô, queria falar sobre casais contemporâneos, numa comédia com alma e reflexão, que não fosse de humor inconsequente. Ela fala de um homem e uma mulher na faixa dos 50, é sobre sexo e prazer, sobre o tempo, a relação com dinheiro, filhos e o mundo moderno. Tudo com muito humor, ao mesmo tempo que filosofa sobre o valor da vida e do nosso prazer”, revela Drica.

“Está sendo um prazer dividir a cena com o Fabio, um ator brilhante e muito tarimbado com quem eu tenho vontade de trabalhar há muito tempo, no teatro. É um sonho antigo sendo realizado” enfatiza, a atriz.

Com 25 anos de casados “H” e “M” seguem sexualmente ativos e pode-se dizer que, com uma certa compulsão sexual, transam sem culpa.

Os filhos, já crescidos, tiveram a ideia de mandar os pais de férias em um cruzeiro e, livres da rotina, fazendo bom uso da “liberdade”, comportam-se como adolescentes, se amam por todo o navio como se não houvesse amanhã, até que, flagrados pelas câmeras de segurança, são “gentilmente convidados” a se retirar da embarcação, quando ficam, literalmente, a “ver navios”, em uma praia colombiana.

E o que poderia ser o fim da aventura acaba por deixá-los ainda mais animados e encalacrados, obrigados a dividir um apartamento com um casal de mochileiros, que vive com a grana de um canal “caliente” na internet e transam com parceiros pescados em apps de relacionamento.

Os gringos descolados, “X “e “Y”, também vividos por Drica e Fabio, aquecem e provocam os “cinquentinhas”, que não querem dar o braço a torcer para a dupla de “millenials” moderninhos, e acabam indo parar na delegacia.

Foto: Leo Aversa

“Hoje mais do que nunca, quando se discute o transumanismo, onde robôs e a inteligência artificial influenciam cada vez mais a vida humana, e a gente está “virando” meio máquina, um texto que fala de amor é quase um ato de resistência. Esse casal que se ama, que se joga na vida juntos com humor e alegria, e que se pergunta o tempo todo sobre o valor do viver, cria identidade com o público, que também está diante das transformações do mundo. É nessas horas em que temos que se apegar ao que a gente é em essência, que somos seres que amam e que precisamos de alegria. É isso que a peça oferece ao público e convida a todos pra se divertir e pensar”, filosofa Fabio.

Fabio e Drica dividem o palco pela primeira vez, mas já contracenaram como um casal na série de comédia “A Fórmula”, da TV Globo, em 2017. Esta é a primeira comédia estrelada pelo ator em mais de dez anos.

“Drica é uma gigante, uma atriz extraordinária, de muitos recursos. Uma grande parceira que acolhe com afeto. Sinto só coisas boas e aprendo com ela. Já trabalhei com Kike e Débora, eles se complementam, é um encontro feliz de atores que amam o que fazem”, complementa Fabio.

Para a direção, Drica convidou o ator e diretor Enrique Diaz, amigo de longa data, colega desde os tempos da Companhia dos Atores e seu primeiro namorado, que ao lado da também atriz e diretora Débora Lamm, divide a missão de dar vida ao casal criado por Jô Bilac.

“Sou amigo da Drica há 40 anos, já fomos namorados, tivemos uma companhia teatral, uma história de amor e amizade muito linda, e trabalhar com ela é sempre um presente. Com Fabio também tenho uma ótima conexão e, apesar de serem grandes atores, bem diferentes, são igualmente brilhantes. A inteligência e a versatilidade deste texto do Jô tem forte comunicabilidade, mistura crônica, filosofia e retrata o amor de uma maneira bem legal. Foge de uma comédia mais imediata e produz interesse de um outro lugar, é fascinante. Acho que será divertidíssimo”, resume Enrique Diaz.

Foto: Leo Aversa

Debora Lamm celebra o fato de estar trabalhando com colegas que a influenciaram desde que assistia aos espetáculos da Cia. Dos atores, e enfatiza a beleza filosófica do texto que, mais que uma comédia romântica, trata-se de um espetáculo sobre o amor em todas as suas camadas.

“FÉRIAS trata sobre o amor de um casal que comemora suas “bodas de prata”, fala da cumplicidade e da deliciosa intimidade depois de muito tempo juntos. A peça faz rir enquanto filosofa sobre vida e morte, a idade, as relações. O público se identificará com o casal vivido por esse dois atores queridos, muito expressivos. Será uma alegria para o público estar perto deles ao mesmo tempo que torcem pelo casal da trama”, define Debora.

A viagem é diversão garantida. Quer sair da rotina e entrar em férias com Drica Moraes e Fabio Assunção? Então, embarque sem medo de ser feliz!

FÉRIAS
Uma comédia de Jô Bilac, com Drica Moraes e Fabio Assunção
Direção de Enrique Diaz e Débora Lamm

Local: Teatro Procópio Ferreira
Endereço: Rua Augusta, 2823 – São Paulo
Temporada: 7 de junho a 4 de agosto às sextas, sábados e domingos
Horários: Sexta e Sábado às 21h / Domingo às 18h
Valores: Inteira R$ 140,00 / Meia-entrada R$ 70,00
Links de vendas: Sympla 
Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 19h ou até o horário de início da sessão caso haja espetáculo no dia.

Drica Moraes

A carioca Adriana Moraes Rêgo Reis, ou Drica Moraes, começou a atuar no Tablado, de onde partiria para uma consistente carreira com papéis de destaque na televisão, no teatro e no cinema. Drica, aliás, se transformou em uma das mais premiadas atrizes do país, tendo recebido um Prêmio Grande Otelo, um APCA, dois Mambembes, um Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e um prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Cartagena, entre outros.

Moraes fez sua estreia profissional no teatro, em uma montagem do espetáculo “Nossa Cidade” do Tablado com direção de Maria Clara Machado e Carlos Wilson. Seus grandes sucessos no teatro incluem “Os Doze Trabalhos de Hércules”, “Pianíssimo”, “Mamãe Não Pode Saber”, “A Ordem do Mundo” e “À Primeira Vista”. Durante 20 anos trabalhou junto a Companhia dos Atores onde atuou em espetáculos como “Melodrama”, “O Rei da Vela”, “Notícias Cariocas”.

Sua última atuação no teatro aconteceu em “Lifting – Uma Comédia Cirúrgica”, em 2018, onde vivia quatro diferentes personagens.

Na TV, estreou em 1986 no seriado “Tele Tema”, tendo alcançado o sucesso com “Top Model”. Atuou em “Quatro por Quatro”, “Xica da Silva” (pela qual recebeu o Prêmio APCA), “Era Uma Vez…”, “O Cravo e a Rosa”, “Chocolate com Pimenta”, “Alma Gêmea”, “Império”, “Verdades Secretas” e “Travessia”, entre outros. Também fez vários seriados como “Os Aspones”, “Queridos Amigos”, “Decamerão: A Comédia do Sexo”, “Doce de Mãe”, “A Fórmula” e “Sob Pressão”. Sua última atuação na TV foi no seriado “Os Outros”, em 2023.

No cinema, fez seu primeiro trabalho no curta-metragem “Vaidade” (1990), mas ganhou maior reconhecimento no drama “As Meninas”, em 1995, pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Cartagena, na Colômbia. Atuou ainda em filmes como “Bossa Nova”, “Onde Anda Você”, “Os Normais 2”, “O Bem-Amado”, “Bruna Surfistinha”, “Getúlio”, “Rasga Coração” e “Pérola”, premiado no Inffinito Brazilian Film Festival de Miami.

Fabio Assunção

Paulista, natural de São Paulo, Fabio Assunção é um dos mais conhecidos atores da atualidade no país, tendo atuado em dezenas de novelas, especiais, séries, filmes e espetáculos teatrais, e também trabalhado como diretor. Estudou piano, violão clássico, popular, canto, e aos 15 anos, chegou a montar uma banda. Iniciou a faculdade de publicidade aos 17, mas optou por um curso de teatro na Fundação das Artes, em São Caetano do Sul. Hoje é aluno de Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Catolica – PUC/SP.  Pouco tempo depois, aos 19, foi selecionado para o elenco de “Meu Bem, Meu Mal”, sua primeira novela na TVGlobo, empresa em que trabalhou por 33 anos consecutivos.

Em 1991, interpretou um dos mocinhos jovens da novela “Vamp”, de Antônio Calmon, fazendo par com Cláudia Ohana, seu primeiro grande sucesso. Depois vieram novelas como “De Corpo e Alma”, “Sonho Meu”, “Pátria Minha” (sua primeira colaboração com Gilberto Braga, de quem se tornaria um dos atores favoritos), “O Rei do Gado”, “Por Amor”, “Força de um Desejo”, “Coração de Estudante” e “Paraíso Tropical”. Participou de várias minisséries e seriados como protagonista, entre elas “Labirinto”, “Os Maias” e “Mad Maria”. Foi indicado duas vezes ao Troféu Imprensa, na categoria “Melhor Ator”, por sua interpretação como Marcos Mezenga em “O Rei do Gado” e como o vilão Renato Mendes de “Celebridade”. Esse mesmo personagem acabou lhe dando os prêmios Qualidade Brasil e Contigo.

Em 2009, ganhou o prêmio de “Melhor Ator” no Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles, por sua interpretação no filme “Bellini e o Demônio”. Retornou à televisão como o protagonista da minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, pela qual foi indicado ao Emmy Internacional na categoria melhor ator. Em 2011, voltou para televisão para viver o Jorge no seriado “Tapas & Beijos”, ao lado de Andréa Beltrão. Estreou como diretor teatral em agosto de 2012 com o espetáculo “Expresso do Pôr do Sol”, adaptação de Maria Adelaide Amaral para a peça Sunset Limited. Em 2016, teve seu primeiro encontro com Drica Moraes na série “A Fórmula”. Faturou o prêmio APCA de melhor ator pelo seu trabalho em Onde Nasce Os Fortes.

Fez 15 filmes, os mais recentes deles “Meu Nome é Gal” e o ainda inédito “Motel Destino”, indicado a Palma de Ouro, na competição oficial do 77º Festival de Cannes, em maio último. No teatro, produziu e dirigiu dois espetáculos, e onze como ator, incluindo “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, “Oeste”, “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, “Adultérios” de Woody Allen. “Dogville” de Lars Von Trier lhe rendeu o premio Bibi Ferreira de melhor ator.  Suas últimas atuações na TV foram nas séries “Desalma”, “Sob Pressão”, “Todas as Flores” e “Fim”, baseado na obra de Fernanda Torres. “Férias” marca seu retorno aos palcos após seis anos. Foi indicado ao APCA, categoria ‘melhor diretor’ pelo espetáculo “Dias de Vinho e Rosas”.

About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 140 países e pisar em todos os continentes. Recebi um troféu do Rank Brasil, pois sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA. Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei. Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

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