O musical BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI: MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO chega a SP para 02 apresentações

O musical BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO, conta um pouco da vida, da obra e dos pensamentos do cantor e compositor cearense, através de uma dramaturgia formada por trechos de entrevistas com o próprio cantor.

O espetáculo que estreou em abril de 2019 no Rio de Janeiro e já foi aplaudido por quase 20.000 pessoas em 3 temporadas no RJ (nos teatros João Caetano e Sala Municipal Baden Powell), Fortaleza no Theatro José de Alencar e no Teatro Municipal de Niterói, chega a São Paulo, para duas únicas apresentações, nos dias 20 e 22 de setembro/2019, sendo sábado as 21h e domingo as 20h,  no Teatro Liberdade (rua São Joaquim 129 – Liberdade).

Preço dos ingressos em Promoção: R$ 40,00 (plateia) / R$ 30,00 ( balcão )

Um dos roteiristas e diretor do espetáculo Pedro Cadore, conta um pouco sobre o processo de desenvolvimento do musical:

“Belchior me surgiu com força no segundo semestre do ano passado, época das eleições, onde tudo parecia estar perdido e de repente me veio o compositor/poeta falando sobre amor, medo, esperança, valorização da arte e tempos novos. A partir daí eu e a Claudia Pinto decidimos fazer uma organização de textos de suas entrevistas de tv, rádio e jornais. O intuito é passar muito mais que uma biografia, mas reviver um show de Belchior transmitindo toda sua filosofia e atmosfera. Belchior mesmo dizia que o trabalho do artista importa mais que o significado particular da sua vida. Então, entremeado a muita poesia e indignações, a peça conta a juventude do cantor cearense a partir do Cidadão Comum, personagem recorrente de suas canções e de alguma maneira seu álter ego”.

“Após abandonar o mosteiro na Serra de Guaramiranga e a faculdade de medicina em Fortaleza, Belchior decidiu ir para o sudeste viver do seu sonho: a música. Seu primeiro destino foi São Paulo e acabou escolhendo a cidade para morar durante boa parte de sua vida. Então estar nessa grande metrópole sempre foi um desejo especial em nossa caminhada teatral em reconstituir os passos do cantor cearense. Além das coincidências da vida, São Paulo é a capital do teatro e possui um público que valoriza muito as artes. Tenho certeza que todos vão se emocionar com as palavras deste poeta que versava sobre a transformação da sociedade por meio da arte e principalmente na força do amor”, confia o diretor Pedro Cadore.

O ator e cantor Pablo Paleologo que dá vida ao cantor cearense explica que é uma responsabilidade muito grande interpretá-lo em cena! “Belchior tinha muita coisa pra dizer e muita coisa que precisa ser ouvida hoje em dia. E isso em canções de 1974, 1977… canções que, infelizmente, ainda são bastante atuais. Eu fico bem feliz de poder ser um tipo de “porta-voz” dele nos dias atuais, até porque acredito que pensamos de forma muito parecida e acredito que a música tem um jeito de fazer com que as pessoas ouçam o que precisa ser dito com mais ternura, mais clareza. E Belchior fazia isso como ninguém.  Belchior foi um cara extremamente enigmático, apaixonante, único!  O Brasil é um país de memória curta. E acho que esse espetáculo tenta mudar isso um pouco. É preciso manter viva a lembrança das coisas ruins que aconteceram para que elas não voltem a acontecer. E é preciso mantermos viva a memória dos grandes artistas que passaram pela história da nossa música. Belchior não vai morrer nunca”.

O ator Bruno Suzano que interpreta o Cidadão Comum, personagem recorrente nas canções de Belchior e de alguma forma seu alter ego comenta seu personagem: “Infelizmente moramos no país que tem um dos maiores índices de desigualdade do mundo. Dependendo do seu status, da sua roupa, do seu tom de pele, suas oportunidades vão aparecendo ou sumindo de vez. O Cidadão Comum é esse, que pela infelicidade do destino não pôde sonhar com um lugar além do seu trabalho rotineiro”.

Acompanhando os dois atores, o musical conta também com a participação de uma banda ao vivo com seis músicos – Dudu Dias (baixo), Cacá Franklin (percussão), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) – que apresentam 15 músicas ao vivo.

No repertório sucessos como: ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’, ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” marca o resgate de Antonio Carlos Belchior, trazendo a tona seu discurso ainda atual em relação a política brasileira. O cantor acreditava na força do amor e na potência transformadora da arte na vida das pessoas. Diante de um cenário repleto de medo e inseguranças sobre o futuro do país, a voz desse belíssimo poeta se faz necessária para pensarmos um mundo igualitário.

O musical conta com a direção de Pedro Cadore, que também assina o roteiro ao lado de Cláudia Pinto. Mais do que sua biografia, o musical pretende mostrar ao espectador a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da Música Popular Brasileira.

Biografia

O cantor e compositor Belchior nasceu dia 26 de outubro de 1946, em Sobral, norte do Ceará, e já no início da década de 70 veio para o eixo Rio-São Paulo tentar emplacar suas canções em festivais de música. O sucesso inicial aconteceu quando a cantora Elis Regina interpretou duas de suas músicas em seu espetáculo Falso Brilhante: “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais”.

Belchior faleceu há dois anos, mas seus últimos dez anos de vida já foram de quase silêncio total para a mídia, com raras notícias, entrevistas ou shows.

Na primeira temporada, no Teatro João Caetano (RJ), os filhos do homenageado, Camila e Mikael Henman Belchior e a mãe Ângela, assistiram ao espetáculo e comentaram o quão emocionante foi a experiência:

“Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a  proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”

Em Fortaleza, os irmãos Francisco Gilberto Belchior e Emilia Belchior rodeados de sobrinhos e a filha Vannick Belchior aplaudiram e se emocionaram com o espetáculo, sendo unanimes em afirmarem que o musical é uma linda e honesta homenagem ao seu irmão e pai Belchior.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” é uma produção de João Luiz Azevedo, que promete trazer uma sessão de nostalgia aos fãs e aos que não conhecem sua poesia inigualável.

Certamente um musical diferente, simples e necessário.

BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O MUSICAL

Data: 20 e 22 de setembro de 2019

Horário: sexta às 21h // domingo 20h

Abertura da casa: sexta às 20h // domingo às 19h

Gênero: teatro musical

Local: Teatro Liberdade

Endereço: Rua São Joaquim, 129 – Liberdade

Duração do show: 70 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Informações/Reservas: www.eventim.com.br

Tel: 11 3399.5766 (atendimento: de segunda à sexta-feira das 9h30 às 18h00)

Ingressos online: www.eventim.com.br

Valor: R$ 40,00 ( plateia ) / R$ 30,00  (balcão)

Horário de Funcionamento Teatro Liberdade:

Terça à sábado das 13h às 21h

Domingos das 12h às 20h

Formas de pagamento:

Bilheteria e pontos de venda: dinheiro; cartão de crédito e débito

Venda online: somente cartão de crédito (VISA; MasterCard; American Express e ELO)

Capacidade da casa: 900 lugares

Ar Condicionado: sim

Acesso a deficientes: sim

Valet no local: sim

 

Próximas apresentações do espetáculo:

Dia 11 de outubro – Fortaleza no Theatro Via Sul;

Dia 13 de outubro – Mossoró no Teatro Lauro Monte Filho;

Dia 26 de Outubro (Aniversário do Belchior) – Teatro RivalBR no RJ;

Dias 09 e 10 de novembro – Curitiba no Teatro Fernanda Montenegro.

About Dina Barile

Recebi o título de Doutora em Viajologia, depois de viajar por 134 países e pisar em todos os continentes. Sou a primeira e única mulher brasileira a ter estado na ESTRATOSFERA. Experimentei a Culinária de todos os países por onde passei. Expert nos temas Turismo, Gastronomia e Beleza, convido todos os leitores para um Passeio Turístico e Gastronômico por todos os Continentes.

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